sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Música

Os dedos de Branca ditavam os acordes de uma musica contemporânea, porém com toque celta. Rafael acompanhava o ritmo em sua pandeirola e enquanto seus amigos apenas olhavam atentamente, sentados naquela arquibancada de teatro de arena, a voz cristalina de Branca ganhava o espaço!

The culprit, you act before thinking
Caught in your ignorant sin
And lying to your own reflection,
you thought you could hide

Deprived of my own innocence, denied

The infinity of recurring torment, your comeuppance

See, hear the torture inside
Devouring what was left of my pride
You thought it's not going to happen to you,
thought you could hide

Deprived of my own innocence, denied

The infinity of recurring torment, your comeuppance
Dwelling in a mind, mixed up and
Your regret has spread over the sea

Deprived of my own innocence, denied

The infinity of recurring torment, your comeuppance
Dwelling in a mind, mixed up and
Your regret has spread over the sea

A menina de pele tão alva quanto sua camisa de botão cantava saboreando a letra e a melodia da musica do Épica. Seu violão ainda emitiu alguns acordes antes dela abris seus olhos castanho-claros e perceber que jaó não era apenas ela e seus amigos que estavam naquele espaço da praça.

Rafael viu as bochechas de sua namorada corarem e pensou: “não importa quantas vezes ela toque aqui, sempre se sentirá um pouco envergonhada ao perceber que muitos a olham.”

Aplausos encerraram esta musica. Karla se vira pra Lily e pergunta:

_Lembra da letra de Fátima?
_Aborto Elétrico, não?_respondeu a moça.
_Esta mesmo!_ rebateu Marco.
_Então, Branca, Toca Fátima?
_O que Pedirem hoje será um prazer!

A garota inspirando devagar, como que se preparando para uma pequena jornada, como se já não fosse uma aventura enfrentar o teatro de arena da Corte Real, mesmo já sendo conhecido os rosto que ali aportavam, os acordes saíram em seguida e dessa vez em coro a musica tomou o ambiente:


Vocês esperam uma intervenção divina
Mas não sabem que o tempo agora está contra vocês
Vocês se perdem no meio de tanto medo
De não conseguir dinheiro pra comprar sem se vender
E vocês armam seus esquemas ilusórios
Continuam só fingindo que o mundo ninguém fez
Mas acontece que tudo tem começo
E se começa um dia acaba, eu tenho pena de vocês
E as ameaças de ataque nuclear
Bomba de nêutrons não foi Deus quem fez
Alguém, alguém um dia vai se vingar
Vocês são vermes, pensam que são reis
Não quero ser como vocês
Eu não preciso mais
Eu já sei o que eu tenho saber
E agora tanto faz...

Três crianças sem dinheiro e sem moral
Não ouviram a voz suave que era uma lágrima
E se esqueceram de avisar pra todo mundo
Ela talvez tivesse nome, era Fátima
E de repente o vinho virou água
E a ferida não cicatrizou
E o limpo se sujou e no terceiro dia

Ninguém ressuscitou...

Mais aplausos. A alegria contagiante daquele grupo de amigos era sentida por todos que passavam naquele momento. O riso inconfundível de Karla, o rubor de Branca, Miguel e Rafael pulando e Marco e Lily se beijando ao fim da musica.

Contagiante. Os respectivos casais cerraram os olhos e se entregaram aos beijos de uma sexta-feira onde o dia já havia ido e a noite apenas começara.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Hydria no teatro Odisséia

Mais de um ano após eu assistir a apresentação da banda Hydria na DDK, tive o prazer de vê-los novamente no ultimo domingo em uma apresentação no teatro Odisséia, na Lapa.

Em um palco aconchegante, do tipo que Renato Russo preferia para tocar e sentir o carinho da platéia, Raquel Schüler (Vocal), Márcio Klimberg (Teclados/synths). Marcelo Oliveira (Guitarra), Luana França (Guitarra), Fabiano Martins (Bateria) e Turu Henrick (Baixo) mostraram seu valor com garra de veteranos.

O repertório foi composto pelas musicas do seu CD, Mirror of Tears, e um bônus:
In The Edge of Sanity, musica que faz parte da trilha sonora da websérie 2012 Onda zero.

Com um som impecável e um domínio de palco espetacular, a banda carioca comandou um belo espetáculo entre as 20h e 21:40h, deixando um gostinho de quero mais no público.

Abaixo segue um vídeo da apresentação:



Nós do Na Penumbra, continuaremos acompanhando, como diz Tilo em Der Morgen Danach:

“Denn in dem Schatten deines Lichts Ganz weit dort hinten sitze ich”

“Então na sombra de sua luz bem lá distante eu me encontro”

E lá na sombra, ou melhor, na Penumbra, estaremos acompanhando o trabalho destes jovens.









Lua França em foto exclusiva para o Na Penumbra





site do Hydria: http://www.hydria.com.br/

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Corações em dois mundos

Corações em dois mundos, ou por que Will e Lyra assim como Susana e Caspian não terminam juntos.

Freqüentemente vemos filmes melosos de príncipes com florzinha na orelha, ao melhor estilo lágrimas para moças, onde os protagonistas se enlaçam em romance no meio de uma história, onde sabe-se lá porque a paixão se acomodou entre a trama e nos sentimos felizes com o final. Contudo nem só de finais felizes vive a literatura e demos graças a Deus por isso.

Somos humanos e estamos fadados a nos deparar com situações em que sonhos são apenas sonhos, onde o não existe e o meu querer não é o suficiente para o resto do mundo.

Neste pequeno artigo, contando apenas com a minha leitura sonolenta antes de dormir ou correndo os olhos pelas telas, pretendo fazer uma rápida analogia sobre o deixar para trás um sonho em prol de algo maior e assim entender como uma lição de dois conterrâneos, nada contemporâneos entre si, pode nos fazer seguir em frente com a vida.

Para quem não sabe a quem se refere o título deste artigo, eu me refiro aos personagens principais de duas obras literárias inglesas: Trilogia Nas fronteiras do Universo e Crônicas de Nárnia.

Mas quem são eles? Pergunta o incauto que caiu de pára-quedas neste texto e não conhece os casais que aqui apresentei.

Lyra é uma doce menina de 12 anos. Doce nada, em muito ela me lembrou a Mônica do Limoeiro, mandando e desmandando em todos, a dona da rua, no caso, a dona da Universidade em que morava. Por conta de seu melhor amigo ter sido raptado por uma organização misteriosa, Lyra abandona a Universidade, seu passado e a bela e plastificada Mãe, mais mandona que ela, para salvar o amiguinho.

Nesta empreitada ela descobre novas culturas, novos seres, novas civilizações, indo onde nenhuma menina mandona jamais esteve.

Will é um menino normal, destro, sem conta no Bradesco e até onde se sabe, Inglês, que teve o pai dado como morto numa expedição no Ártico e tem uma mãe com problemas não muito explicados durante a trama de Pullman.

Ele encontra uma “janela" entre seu mundo e outro no meio de uma praça enquanto fugia de pessoas que queriam pega-lo por conta, em suas suspeitas, pelo que aconteceu ao seu pai.

Will e Lyra se encontram neste mundo novo, que mais parece um paraíso mediterrâneo, onde só vivem jovens e tudo parece legal.

Nada é perfeito, não? Claro, o mundo era caótico, pessoas eram drenadas por seres espectrais quando ficavam mais velhas e Will e Lyra, para melhorar suas vidas, ganham de presente uma faca amaldiçoada que abre fendas entre mundos.

Will e Lyra vivem poucas e boas, um acaba dependendo do outro, um protege o outro e claro, com isso tudo, se apaixonam.

Pausa.

Voltemos no tempo, e aportemos na estação de metrô onde os irmãos Pevenies são quase que tomados de seu solo para voltarem a Nárnia 1300 anos depois deles mesmos terem vivido uma vida incrível como reis.

Os irmãos são estrangeiros, porém reis deste mundo, que agora é assolado por uma regência que quer extinguir com todos os narnianos. Caspian é o príncipe deposto que invoca os antigos reis para ajuda-lo a recuperar seu reino e devolver a paz a Nárnia.

Susana, a irmã mais velha e Caspian parecem descobrir um sentimento recíproco e no meio dos altos e baixos das aventuras escritas por Lewis eles então se descobrem apaixonados.

Ponto comum, assim como Lyra e Will, Susana e Caspian são estrangeiros naquele mundo estranho onde os sentimentos afloram, seus olhares se cruzam e em algum momento eles terão de voltar para casa.

Como então deixar parte de si em outro plano e voltar pra casa como se nada tivesse acontecido?

A resposta é simples: Não dá!

Lyra precisa voltar pra casa e deixar Will retornar a Oxford que ele conhece e tanto um quanto o outro só terão como consolo o beijo que trocaram e as lembranças um do outro.

Susana e Caspian também precisam decidir sobre a volta. A bela precisa voltar com seus irmãos para Londres e o Rapaz tem um mundo inteiro para governar. Um beijo eles trocam e como conforto ela diz a ele:

_Isso nunca daria certo, eu tenho 1300 anos a mais que você!

Mais uma vez, apenas beijos e momentos interessantes que cada um irá guardar consigo, pois é fato, nunca mais se verão.

No final das contas o que esses sábios ingleses querem nos dizer é que a vida é assim mesmo, às vezes se ganha às vezes se perde e em alguns momentos, devemos perder para ganhar.

Será que eles encontrarão alguém especial dali a alguns anos?

Acredito que sim. Não vejo Lyra como uma solteirona solitária tagarelando sem parar com seu Deamon. Susana não será a tia Gorda e chata com uma casa cheia de gatos. Will terá uma família para chamar de sua e filhos para não abandonar, como se sentiu abandonado pelo pai que pouco conheceu. Caspian terá uma prole suficiente para garantir o destino de Nárnia.
Como sei disso? Na verdade não sei, como disse antes, apenas especulo com minha pobre e doentia imaginação, contudo aprendo com o exemplo de personagens mais fortes que eu, que do passado nos resta apenas as lembranças, os beijos, as fotos e o hoje é a garantia de um futuro melhor, sempre!

Paz e bem.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A raposa e as uvas

Uma raposa que vinha pela estrada encontrou uma parreira com uvas madurinhas. Passou horas pulando tentando pegá-las, mas sem sucesso algum... Saiu murmurando, dizendo que não as queria mesmo, porque estavam verdes. Quando já estava indo, um pouco mais à frente, escutou um barulho como se alguma coisa tivesse caído no chão... voltou correndo pensando ser as uvas, mas quando chegou lá, para sua decepção, era apenas uma folha que havia caído da parreira. A raposa decepcionada virou as costas e foi-se embora.

Moral
Quem desdenha quer comprar.

Aqueles que são incapazes de atingir uma meta tendem a denegri-la, para diminuir o peso de seu insucesso.

É fácil desprezar aquilo que não se pode alcançar.

autor: Esopo

fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Raposa_e_as_Uvas

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

semana Farroupilha 2009

De 14 a 20 de setembro, é comemorada a Semana Farroupilha no Rio Grande do Sul. O tema deste ano é Os farroupilhas e suas façanhas, levando em conta o refrão do Hino da República Riograndense: Sirvam nossas façanas de modelo à toda a terra!

O tema anual é transformado em alegorias e apresentado ao público em forma de desfile, no dia 20 de setembro, dia do gaúcho, em Porto Alegre!

Ao longo da semana estarei aqui comemorando a semana Farroupilha, como bom gaúcho que sou!

No más!

domingo, 23 de agosto de 2009

goth box 22 08 09

Mais uma vez a Got box se mostra o melhor evento Gótico da Cidade do Rio de janeiro, bem organizada e com seus DJ's comandando com o melhor do Under.



Durante a semana postarei imagens e mais informaçãoes. Tá interessado, então fique antenado na Penumbra, a próxiam festa eu aviso!



Editando:

A festa foi o máximo e eu peguei algumas fotos da Anne Rezende pra ilustrar o post!


Tente encontrar Wolly aí!


Laoviah, fazendo o que sabe!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

onde fica o alegrete

Jair Kobe é Humorista Gaúcho, de Porto Alegre e dia desses esbarrei com ele, no you tube, né, mas quem sabe a gente mateia um dia desses!

Quer ver um pouco do trabalho dele? quem sabe vc descobre onde fica o alegrete!