quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A senhora de Gildor

Atenção, este texto é recomendado para maiores de 16 anos, por conter violência e relações intimas.


Sentada em seu trono ela aguardava o retorno de seu diplomata. A tarefa era simples, entregar o pergaminho a Uter Pentagron com a declaração de Repúdio à investida sofiense sobre a Ilha de Celtiland e a união das tropas Drows às de Duque Cornwall. Em sua mente diversos pensamentos vagavam, como poderia um mero humano achar-se no direito de tomar suas terras e ir de encontro aos interesses da Deusa. “Mab, nossa mãe contará com todas as minhas forças para impedir esse sofiense de controlar nossas ilhas.”

Alëh sentiu-se cansada, virou-se para uma serva e disse:

_Vou para meus aposentos. Quando Elladan chegar, peça que ele me procure imedietamente!

_Sim, majestade!

A senhora de pele escura, alta, cabelos longos e prateados e com os olhos da mesma cor adentrou seu quarto para logo em seguida se atirar sobre a cama. Estava impaciente. Já não bastava ter problemas suficientes com os arrogantes elfos do norte, agora um estrangeiro aparece para causar mais tumulto.

Nas sombras de seus aposentos ela quase adormeceu depois que conseguiu ficar mais calma, mas foi despertada por batidas à porta.

_Podes entrar!

Elladan Calafalas, ao vosso serviço, majestade! _exclamou o diplomata que havia regressado.

_Senta-te e relate o que passate!

O servo sentou-se ao chão, perto da cama da rainha e começou a falar:

_A mensagem foi entregue, Uter me recebeu em seu gabinete e ele mesmo tomou o pergaminho em mãos, como a senhora desejava!

_Perfeito, servo, isso era de extrema importância! _disse Alëh, já sentada de frente para Elladan, que evitava olhar sua rainha nos olhos._ Olhe para mim servo! Diga o que mais aconteceu em Vernes!

O drow mirou os olhos prateados da rainha e seguiu falando:

_Elfos de Haendelle, majestade, eles também foram enviados a Vernes. Uter os recebeu comigo em seu gabinete. Traziam uma mensagem em nome das cidades elficas. Era uma aliança com Santa Sofia e o humano ainda se gabou disso, me tratando com despreso.

_Que ele sinta-se confiante, verei sua queda, não importa quanto tempo dure, ele nem respirava quando me tornei soberana Drow, não passa de um menino brincando com uma espada de madeira! Nos encontraremos em campo de batalha, ele não esquecerá de mim!
_Certamente, minha senhora...

_Fale-me dos elfos que tu viste!

_Eram três militares e dois druidas, além disso, estavam acompanhados de Merlin...

_Ach! _Alëh bradou e com os punhos cerrados golpeou o colchão_ Aquele ingrato, a Mãe Mab lhe dá a vida e é assim que ele paga, se virando contra Ela de todas as maneiras!

_Por favor, senhora, fique calma...

Elladan mal terminara a frase quando sentiu o golpe da palma da mão de Alëh em seu rosto. Sentiu-se nauseado e ao mesmo tempo grato pelo contato da pele de sua senhora contra seu rosto...

_O único que deve manter a calma neste aposento és tu, servo! _a rainha estendeu a perna e repousou o pé direito sobre o ombro de Elladan.

O drow mirou sua rainha, fez uma reverencia leve com a cabeça, e procurou o pé da senhora com um beijo. A soberana o empurrou com a planta do pé fazendo com que ele caísse ao chão de costas. Ela se levantou e ficou de pé com ele o homem ao chão entre suas pernas. Elladan não se movia. Alëh abaixou-se sobre o seu servo, apoiou uma mão sobre o joelho flexonado e com a outra agarrou a camisa do drow puxando-o para perto de si.

_levanta-te, servo e faça sua rainha ficar realmente calma!

_Como minha senhora desejar, para tudo sempre vos servirei e sempre me sentirei honrado por isso...

A rainha levantou o servo com a força de seu punho e logo em seguida o atirou sobre a cama. Elladan sentiu seu coração acelerar e um arrepio percorreu sua espinha quando as unhas da rainha tocaram sua pele, no momento em que ela rasgou suas roupas. Pedaços do linho foram atirados ao ar. O desejo transparecia o rosto de Alëh, desejo, raiva e outros sentimentos misturados somados a sensação de poder. Seu servo era realmente seu, tinha a posse e as palavras dele, pedindo para ela ficar calma soou como uma provocação, mesmo que Elladan não tenha feito com esse intuito.

Alëh pulou sobre o servo, joelhos dobrados, corpo inclinado sobre o rosto do drow ofegante, arranhado no peito e paralisado. Ele tentou sair daquela posição, mas antes que sua mão tentasse empurrar Alëh, esta já tinha prendido seu braço à cama, segurando-o pelo punho, para com a outra mão, desferir outro tapa no rosto do servo.

_Tentando fugir, servo?

_Desculpe, minha senhora, parece que não tenho escolha...

_Realmente, tuas escolhas declinam diante das minhas! Não querias me ver calma? Como ousas fugir dessa responsabilidade?

O drow mirava os olhos prateados de sua senhora, estava claro que não poderia sair daquela situação sem que a Rainha terminasse o que começara. Sua cabeça girava. “Sou um diplomata de Gildor, magista experiente, mestre em armas e ela me trata como um objeto de prazer...” Logo sua mente fervilhava com o pensamento paradoxal: “Nada é mais honrado que ser amante da soberana!” Elladan fechou os olhos no momento em que sentiu uma mordida em seu peito.

A dor se misturava com o prazer, a rainha seguia mordendo diferentes parte do peito de Elladan enquanto segurava os punhos do drow com força. As mordidas da senhora variavam entre o pescoço, peito e ombros do drow, que já se entregava sem demonstrar resistência.

Percebendo como Elladan já estava apreciando, A rainha soltou as mãos do servo e este aproveitou a oportunidade para acariciar sua senhora, sentindo suas curvas.

Um estalo ressoou no quarto.

_Dei permissão para me tocar, servo?

_Não... Senhora, minha...

_Tudo bem, agora eu permito, servo, toque o corpo de sua rainha e me faça alçar vôo!

Inebriado pelas palavras e dolorido por mais um tapa em seu rosto, o drow deixou seus instintos o dominarem, olhou fixamente para os olhos de sua senho e aproximou seus lábios dos dela, Os olhos de Alëh se fecharam, era a senha para prosseguir, Elladan beijou a rainha com um misto de fúria e nervosismo.

Abraços calorosos, mãos passeando por relevos corpóreos, unhas cravadas na carne e Alëh mordeu o lábio do servo. Ele se espantou, foi mais susto que dor, ela o empurrou, levantou-se e arrancou as calças de Elladan. Ela soltou a os botões da túnica negra que foi ao chão, revelando seu corpo alto e magro. O servo, deitado e despido, mirou-a quase com um ar de adoração. Ele aguardou sua senhora se aproximar e em pouco tempo seus corpos estavam novamente juntos, agora apenas o toque de pele ao natural era sentido por ambos, que se deliciaram em puro prazer por toda aquela noite e claro, a Rainha Alëh passaria esse dia calma, com um leve sorriso nos lábios.


PS: Os acontecimentos deste conto se passam logo após a visita Diplomática de Haendelle a Uter Pentagron como visto no Portal do Clérigo Capitulo X

PPS: Como os eventos aqui descritos não eram, e talvez nunca serão de conhcimentos do Naldus, decidi posta-los aqui para não quebrar a narrativa no Portal, além disso, Rainha Alëh tem toda a cara de uma rainha "Na Penumbra".

Um comentário:

E. Lauffer Zerfas disse...

Violenta a moça, porem poderosa.